QUINTA DA PICOTA, vinhos de excelência!

Existem sítios que, ao chegar, nos fazem sentir em casa e é exatamente isso que acontece quando o turista chega à Quinta da Picota, localizada na aldeia de Cheires, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, região demarcada do Douro.

O percurso até à Quinta, que fica dentro de um Vale, é estreito e, por vezes, resulta até num leve frio na barriga, frio esse que logo desaparece, dando lugar à estonteante beleza das vinhas do Douro, que quase tiram o fôlego!

A Quinta da Picota contém as mais variadas posições, desde norte a sul, com altitudes compreendidas entre os 280 e 430 metros. Nas terras da Quinta passa o Rio Pinhão que desagua no Rio Douro e dá nome à vila, ou seja, Vila do Pinhão. 

Pelo caminho e dentro das terras da Quinta da Picota, além do Rio Pinhão e das vinhas, ainda encontramos 40 tipos de árvores de fruto como marmelo, cereja ou dióspiro, que nos encantam os olhos e enriquecem o percurso. O Vale era conhecido por ter muita água e, no passado, o que predominava na região era a agricultura, ou seja, o cultivo de frutas, hortaliças, cereais, batatas e feijão. Posteriormente, teve início a plantação de videiras e oliveiras. 

Ao chegarem à Quinta da Picota, os visitantes são recebidos com o sorriso da família Cruz e Silva, com o melhor vinho e muitas novidades! A família é formada pelo senhor Carlos, a sua esposa Paula, o filho enólogo Hugo e a menina Lurdes. Viveram em Angola por longos anos, mas o amor pela terra mãe e a possibilidade de concretizar o sonho vínico fez com que a família regressasse a Portugal em 2015 e comprasse os primeiros terrenos no Vale da Picota, a que deram o nome de “Quinta da Picota de Cheires“, por ser um nome vindo dos antepassados e que significa “sítio muito fértil”  e por picota ser um utensílio de tirar água.

No ano seguinte, a família adquiriu mais alguns hectares num local fértil junto ao Rio Pinhão, marcado pelo solo rico e pela abundante quantidade de água, somando um total de 32 hectares de terra, sendo que 22 são vinhas divididas em 8 hectares de vinhas novas e 14 hectares de vinhas velhas.

O projeto familiar ganhou forma no ano de 2019 quando o filho mais velho, Hugo Silva, formou-se enólogo, ocasião em que nasceu a primeira marca de vinhos DOC Quinta da Picota de Cheires (branco e tinto), que alia o conhecimento teórico à prática, originando a excelência do Terroir!

“Em 2015 eu entrei para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para estudar Enologia. Formei-me em 2019 e nesse mesmo ano produzimos e engarrafamos o nosso primeiro Doc Douro. Já o nosso primeiro Reserva vai sair este ano, 2021, feito com as vinhas velhas Touriga Nacional, com cerca de 40 a 50 anos, que é a nossa rainha das uvas” explicou o enólogo.

“Em termos de Reserva, podemos falar que o nosso vinho é um ‘blend’ de castas selecionadas e misturadas que, na nossa adega, envelhecemos num casco castanho português, porque, além de ser usado no Vinho do Porto há muitos e muitos anos, estamos a obter um muito bom resultado”, contou Hugo Silva.

Nas terras da Quinta da Picota encontram-se vinhas velhas datadas de 1930 com diferentes variedades de uvas que são tratadas e colhidas manualmente (sem uso de tratores) e dessa parcela de uvas é feito o vinho de excelência envelhecido em castanho. “No ano passado trabalhamos com o Doc branco e o Doc tinto e este ano vamos lançar os reservas branco, tinto,  o vinha velha e o Touriga Nacional 2019. Em dezembro vamos lançar dois espumantes, com uma edição limitada, ou seja, apenas 500 garrafas de espumante seco rosé e espumante seco branco. A base estava muito boa e agora estamos ansiosos para ver o resultado final”, revelou o especialista.

Uma boa colheita está extremamente ligada à natureza: “Estamos no verão e a colheita depende muito do tempo, das estações do ano. É muito bom quando no inverno chove bastante porque está a dar força à videira, está a entrar água para o solo e, então, as vinhas vão rebentar bem. No calor, se der fungos nas videiras, pode-se correr o risco de ter perda de uvas, perda da colheita, por isso precisamos de estar sempre atentos à plantação, aos períodos de colocar os produtos adequados e fazer os tratamentos nos momentos corretos”, disse.

Em relação ao resto do Douro, Hugo Silva explicou que a Quinta da Picota age de maneira um pouco diferente dos demais produtores. “Fazemos um vinho mais fresco, um tinto menos carregado, sem baunilha que vem do carvalho, sem muito álcool. Temos um vinho fácil de beber, muito direto e eu, como enólogo, acho que o vinho deve ser muito natural. Evitamos usar muitos químicos.  Ao terminar de beber uma garrafa do nosso vinho, quando se chega ao fim percebe-se que tem borra ”, explicou Hugo.

Atualmente, a Quinta da Picota produz cerca de 30 e poucos mil litros, o que dá um total de 37 mil garrafas e a ideia é sempre aumentar, inovar e crescer.  “A nossa Quinta é recente e há muito o que fazer. Já estamos a providenciar alterações no rótulo da garrafa e até ao fim do ano teremos novidades. Estamos também a pensar em procurar um investidor e, dessa forma, daremos um salto de 35 mil litros para 400 mil litros/ano, ou seja, 500 mil garrafas”, evidenciou Hugo Silva.

Apesar de a Quinta da Picota ser uma pequena empresa, os vinhos já estão a ser vendidos em três pontos físicos em Portugal, no Luxemburgo inteiro através de um distribuidor, em França e na Alemanha, onde já foram iniciadas as vendas através de quatro garrafeiras. Os vinhos também podem ser adquiridos pelo próprio ‘site’ da Quinta da Picota.

“A grande novidade é que o Vinho da Quinta da Picota será comercializado no Brasil em ‘latinha’, por isso, os nossos irmãos brasileiros devem ficar atentos ao nosso lançamento que acontecerá em breve”, concluiu, empolgado, o enólogo.

SERVIÇO :

Quinta da Picota de Cheires, Portugal.

Site: https://www.quintadapicota.com

FB: https://www.facebook.com/quintadapicota

Instagram: @quintadapicota

Tels : +351 937 262 082 / +351 918 227 265

Email: cheires@gmail.com / geral@quintadapicota.com

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