VISEU – CIDADE JARDIM, uma visita imperdível!

Portugal é um país pequeno, principalmente, se comparado ao Brasil, mas é grande no que diz respeito a tradição, cultura e beleza! De norte a sul do país encontram-se cidades assim, e  Viseu, que está localizada a 292 km de Lisboa e a 133 km do Porto, é uma dessas cidades, que reúne todos esses pontos  e vale a pena visitar, conhecer e quiçá morar na histórica Cidade-Jardim.

Viseu ganhou o título de Cidade-Jardim ainda nas décadas de 20 e 30 do século XX, e de lá pra cá, outros títulos vieram, como Cidade de Viriato por conta do herói mítico, Cidade Vinhateira por conta da região dos vinhedos nas proximidades do Rio Dão, Cidade do Verde Pinho por estar rodeada de imensos pinheirais ou ainda Destino de Gastronomia por sua culinária, enfim, seja qual título for, a cidade portuguesa do distrito homónimo, situada na província da Beira Alta, Região do Centro e sub-região do Dão-Lafões, tem apostado na valorização dos recursos naturais, ambientais e culturais do concelho como fatores de qualidade de vida e atratividade económica e turística.

Caminhar por suas ruas e ruelas faz com que o turista, e também o morador, sinta a forte identidade local. Uma identidade transmitida, quer seja através do Largo da Sé, onde está localizada a Igreja da Misericórdia, datada do século XVII, como através dos vestígios das antigas muralhas, da Porta do Soar ou da Porta dos Cavaleiros, dos vasos suspensos nas varandas, das infinitas rotundas que são referência europeia no que diz respeito ao planeamento urbano ou, simplesmente, pelo vai e vem tranquilo das pessoas.

De acordo com o estudo da DECO lançado em março deste ano, que analisou 12 capitais de distrito do país com mais população, Viseu foi considerada a “Melhor Cidade para Viver”. Neste estudo foram analisadas vários pontos, como o custo de vida, a segurança e criminalidade, a limpeza, a gestão de resíduos, que representam um maior impacto na qualidade de vida das cidades e das suas comunidades. Viseu destacou-se acima da média em relação à mobilidade, o meio ambiente e a poluição, ficando no topo do ranking. Sem falar que na Cultura, no Desporto e no Lazer, Viseu tem um grau de satisfação que a coloca num patamar elevado, a par de outras cidades como o Porto, Braga e Lisboa.

Tanto o morador como o turista são muito importantes para a cidade, por isso mesmo, Viseu tem hoje uma nova sinalética, acessível e inclusiva, com 61 marcos distribuídos pela cidade, que fornecem informações em português, inglês, francês e espanhol, para além de disporem ainda do nome dos locais em braille (em português). Além disso, a cidade tem 24 linhas de autocarros urbanos integrados no sistema de Mobilidade Urbana, e mais duas linhas de mini autocarros elétricos: uma circula pelo centro, passando pelos mais importantes pontos comerciais e históricos, e a outra liga a Central de Camionagem ao Hospital de São Teotónio. A cidade possui também uma rede de ciclovias urbanas, ligando o Centro Histórico aos principais pontos de uso da população.

Viseu é envolvida por muitas montanhas e rios. A norte temos as serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a noroeste a serra do Arado, a sul e sudoeste a famosa e badalada Serra da Estrela e Lousã, e a oeste a Serra do Caramulo. A cidade é banhada pelos Rio Vouga, Dão, Pavia, o famoso Rio Douro e pelo Rio Mondego.

O clima mediterrânico com influência continental e marítima é caracterizado pela existência de elevadas amplitudes térmicas, com invernos rigorosos e húmidos e verões quentes e secos, uma primavera amena e um Outono húmido e fresco.

Em termos culturais, há imensos lugares para visitar como parques, igrejas, museus, dentre eles o Museu Grão Vasco, onde as pinturas de Vasco Fernandes e de outros artistas da escola de Viseu são apreciadas pelo seu naturalismo e pelas paisagens de fundo. Há ainda os festivais como o Festival Jardins Efémeros, nos finais de julho, evento único em Portugal, que promove o encontro entre o público e novas formas de expressão artística. Na ocasião, todo o Centro Histórico de Viseu é transformado num jardim acolhendo o talento de diversos criadores portugueses e internacionais. Além disso, ao longo do ano há a Agenda Vinhateira, o Festival de Street Art, Festival de Teatro, Festival de Música da Primavera, Festa do 2 de Maio, dentre tantas outras festividades cívicas e religiosas que valem a pena conferir.

A culinária não fica a desejar e há de se experimentar a vitela assada com arroz de forno, rojões com morcela e bauus cozidas, Rancho à moda de Viseu além das Castanhas de ovos de Viseu, a Lampreia de ovos, os pastéis de feijão e os Pastéis de Vouzela.

No comércio, Viseu possui diversas áreas comerciais e caracteriza-se como um centro administrativo, de comércio e de serviços, chegando o setor de serviços a ocupar 83% da população. A cidade conta com três pólos comerciais de renome, nomeadamente,   o Palácio do Gelo Shopping, com uma ampla variedade de lojas e salas de cinema, um Bar de Gelo (único em Portugal), uma Pista de Gelo, e ainda possui Terraços Panorâmicos com vista para as Serras da Estrela e Caramulo; o Fórum Viseu com suas 82 lojas e vista para o centro da cidade e para o Rio Pavia; e o mais recente Viseu Retail Park situado em Fragosela. Ou seja, vindo a Portugal ou estando em Portugal conheça Viseu Cidade-Jardim. (visitViseu.pt – site disponível em Português e Inglês).

A LENDA

A lenda representada no brasão da cidade, refere-se ao rei Ramiro II de Leão que, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou. Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades.

Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.

HISTÓRIA

No século XV, a cidade foi doada ao Infante D. Henrique, como parte da concessão do título de Duque de Viseu, por isso há uma estátua de D. Henrique, construída em 1960, na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome. O seu irmão e rei, D. Duarte, nasceu em Viseu, a 31 de outubro de 1391.

Já no século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu expandindo para a atual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, tornou-se o ponto de encontro da sociedade. No século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, trasladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.

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